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Nascido da Virgem Maria

 

Para compreender a posição salvífica, eclesial, espiritual da Virgem Maria é preciso vinculá-la a Cristo. Maria, portanto, pertence muito mais a um capítulo da cristologia do que a um capítulo da eclesiologia.

Dando continuidade ao estudo sobre Maria, logo no início percebe-se a afirmação enfática da Igreja acerca do lugar que ela ocupa:

O que a fé católica crê acerca de Maria funda-se no que ela crê acerca de Cristo, mas o que a fé ensina sobre Maria ilumina, por sua vez, sua fé em Cristo. (487)

Para compreender a posição salvífica, eclesial, espiritual da Virgem Maria é preciso vinculá-la a Cristo. Maria, portanto, pertence muito mais a um capítulo da cristologia do que a um capítulo da eclesiologia.

Ela é a mãe de Cristo, que tem um papel único na salvação da humanidade e ela se torna mãe da Igreja na exata medida em que se torna mãe de Cristo. Ou seja, se a Igreja é uma continuação do mistério da Encarnação, se é o corpo de Cristo ao longo da História, é o Cristo total, Maria, sendo mãe de Nosso Senhor jesus Cristo é mãe da Igreja. O ponto de partida é o relacionamento único dela com Cristo, que faz com que seja único também o relacionamento dela com a igreja. Não é possível, portanto, estudar Maria na eclesiologia, sem a chave de leitura de que ela tem uma relação especial com a igreja porque tem uma relação especial com Jesus Cristo.

Portanto, o fundamento cristológico e cristocêntrico da mariologia está confirmado logo no início dos estudos sobre Maria. E é possível afirmar, então, que não existe nenhuma contradição entre uma espiritualidade cristocêntrica e uma verdadeira devoção à Virgem Maria, porque Maria encontra o seu lugar em Cristo. Quando se volta para Maria, consequentemente se volta para o seu filho Jesus.

"Quis o Pai das misericórdias que a Encarnação fosse precedida pela aceitação daquela que era predestinada a ser Mãe de seu Filho, para que, assim como uma mulher contribuiu para a morte, uma mulher também contribuísse para a vida." (Lumen Gentium, 56)

O Catecismo fala em predestinação de Maria. Esta palavra pode dar margem à interpretações erradas, por isso é preciso esclarecer o sentido dela, antes de mais nada. Quando Deus dá um encargo a alguém, ele também capacita a pessoa com dons para bem desempenhar o encargo. Este é o significado de predestinação: Deus escolheu Maria para o encargo único de ser a mãe de Seu Filho e deu a ela todos os dons necessários para que ela executasse com perfeição o encargo. Porém, Maria teve que aceitar esse encargo, em latim munus, pois, com Deus não há coação, pelo contrário, é preciso que haja a manifestação da livre vontade da pessoa, o que em Maria se aconteceu, conforme as Escrituras.

"Ao longo de toda a Antiga Aliança, a missão de Maria foi preparada pela missão de santas mulheres. No princípio está Eva: a despeito sua desobediência, ela recebe a promessa de uma descendência que será vitoriosa sobre o Maligno e a de ser mãe de todos os seres viventes. Em virtude dessa promessa, Sara concebe um filho, apesar de sua idade avançada. Contra toda expectativa humana, Deus escolheu o que era tido como impotente e fraco para mostrar sua fidelidade à sua promessa: Ana, a mãe de Samuel, Débora, Rute, Judite e Ester, e muitas outras mulheres. Maria sobressai entre esses humildes e pobres do Senhor, que dele esperam e recebem com confiança a Salvação. Com ela, Filha de Sião por excelência, depois de uma demorada espera da promessa, completam-se os tempos e se instaura a nova economia." (489)


Fonte da Notícia: Padre Paulo Ricardo - CIC Publicado: 26/06/2016
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